Força do Nortão coloca Scheila Pedroso entre os nomes cotados para vice de Pivetta
Liderança feminina, experiência na gestão pública e articulação regional fortalecem nome da candidata do Podemos para composição ao Governo de Mato Grosso
A movimentação em torno da composição da chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso ganhou um novo elemento: o nome de Scheila Pedroso passou a ser considerado para a vice-governadoria.
Candidata a deputada estadual pelo Podemos, Scheila reúne três características que podem ser estratégicas para a composição: uma trajetória construída no Nortão, experiência em diferentes áreas da administração pública e uma atuação política marcada pela defesa de pautas relacionadas às mulheres, assistência social, habitação, acessibilidade e desenvolvimento urbano.
A possibilidade de Scheila integrar a chapa ocorre em um momento de intensificação das articulações para as eleições de 2026. O presidente estadual do Podemos, deputado Max Russi, já manifestou publicamente seu apoio à candidatura de Pivetta ao Governo, aproximando as duas forças políticas e abrindo espaço para novas discussões sobre a composição da chapa.
Um nome que vem do Nortão
Natural de Terra Nova do Norte, com trajetória também em Sorriso e atuação política consolidada em Sinop, Scheila representa uma região considerada estratégica para qualquer composição estadual.
Sua trajetória no município inclui a atuação como primeira-dama e a passagem por duas importantes secretarias da administração de Roberto Dorner: Assistência Social e Planejamento Urbano e Habitação.
Como secretária, esteve envolvida diretamente em políticas públicas voltadas à habitação de interesse social, desenvolvimento urbano, assistência às famílias, proteção às mulheres e acessibilidade.
A experiência acumulada em diferentes áreas da administração é um dos elementos que fortalecem seu nome para uma eventual composição majoritária.
Mais do que uma liderança com presença eleitoral na região, Scheila chega às discussões com experiência prática de gestão e conhecimento da realidade dos municípios do interior.
A força de uma liderança feminina
Outro fator considerado na articulação é a possibilidade de levar para a chapa uma mulher com experiência efetiva na administração pública e atuação política própria.
A trajetória de Scheila inclui a criação e o fortalecimento de políticas públicas voltadas às mulheres durante sua passagem pela gestão municipal, além de iniciativas nas áreas de assistência social e proteção de públicos vulneráveis.
A eventual escolha também representaria uma ampliação da presença feminina em uma das principais disputas políticas do Estado.
O perfil de Scheila combina a atuação técnica como arquiteta e urbanista com uma experiência construída dentro da gestão pública, especialmente em áreas diretamente relacionadas à qualidade de vida da população.
Uma composição com identidade regional
A eventual presença de Scheila ao lado de Pivetta também poderia dar à chapa uma conexão mais direta com o Nortão.
A região reúne alguns dos principais municípios de Mato Grosso e possui peso econômico e eleitoral crescente. Para lideranças que acompanham o cenário político, ter uma representante com trajetória construída no interior pode ampliar a capacidade de diálogo da chapa com municípios que nem sempre se sentem contemplados pelas decisões tomadas na capital.
Nesse contexto, Scheila aparece como uma liderança capaz de fazer essa ponte entre diferentes realidades do Estado.
Sua atuação à frente da Associação Para Desenvolvimento Social dos Municípios (APDM) também ampliou sua interlocução com gestores e lideranças municipais de diferentes regiões de Mato Grosso.
Dorner também é ouvido nas articulações
O prefeito de Sinop, Roberto Dorner, aparece como uma das lideranças que acompanham de perto as discussões sobre a composição política.
A relação entre Dorner e Scheila foi construída ao longo da administração municipal, período em que ela ocupou as secretarias de Assistência Social e de Planejamento Urbano e Habitação.
A experiência de Scheila na gestão de Sinop também é considerada um ativo político em uma eventual composição, principalmente pela capacidade de apresentar resultados administrativos e pela proximidade construída com a população e com lideranças do município e da região.
Dorner, pela força política que possui em Sinop e pela relação construída com diferentes grupos do Estado, é uma liderança que pode ser consultada durante o processo de construção da chapa.
De candidata a deputada a nome para uma chapa majoritária
A possibilidade de ocupar a vice-governadoria representa uma mudança significativa no cenário eleitoral de Scheila.
Inicialmente colocada como candidata a deputada estadual pelo Podemos, ela passou a ganhar espaço nas articulações majoritárias justamente pela combinação entre sua trajetória administrativa, a força política construída no Nortão e a possibilidade de representar uma presença feminina mais forte na disputa pelo Governo.
A eventual composição com Pivetta também reuniria perfis distintos e complementares: de um lado, a experiência política e administrativa do candidato ao Governo; de outro, uma liderança feminina com trajetória municipal, formação técnica e forte conexão com o interior.
A definição da chapa ainda depende das articulações entre partidos e lideranças. Mas a entrada de Scheila no radar para a vice mostra que sua trajetória política passou a ser considerada para além da disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa.
O nome que começou 2026 como uma das apostas do Podemos para ampliar sua bancada na Assembleia agora pode ocupar um espaço ainda maior no tabuleiro político de Mato Grosso.



