11 FTAM reúne teatro, arte e cultura em Alta Floresta até 9 de agosto
Alta Floresta é palco, mais uma vez, de um dos importantes encontros de teatro da região amazônica. Teve início na noite desta quarta-feira (29), no Espaço Cultural do Teatro Experimental de Alta Floresta (TEAF), o 11º Festival de Teatro da Amazônia Mato-grossense (FTAM), que segue até o dia 9 de agosto, com uma programação totalmente gratuita e aberta ao público.
Realizado pelo TEAF – Teatro Experimental de Alta Floresta, com apoio da Prefeitura de Alta Floresta, o festival é realizado por meio de convênio com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (SECEL/MT).
A cerimônia oficial de abertura contou com a presença do vice-prefeito Robson Quintino, do presidente da FUNARTE, Leonardo Lessa, do presidente do TEAF, Mequiel Ferreira, da vereadora Elisa Gomes, do secretário municipal de Cultura, Claudécio Oliveira, e da diretora de Cultura, Angélica Muller, além de artistas, integrantes de grupos teatrais e representantes da comunidade cultural.
Durante a abertura, o vice-prefeito Robson Quintino agradeceu a presença do presidente da FUNARTE, dos grupos teatrais participantes e parabenizou o TEAF pela organização de mais uma edição do festival. Em sua fala, destacou a importância do FTAM para o fortalecimento da cultura e para a valorização das manifestações artísticas no município.
“É uma satisfação receber todos vocês em Alta Floresta. Quero agradecer a presença do presidente da FUNARTE, dos grupos de teatro que estão aqui e parabenizar toda a organização deste festival. Um evento como este demonstra a força da nossa cultura e a importância de continuarmos apoiando iniciativas que levam arte, conhecimento e transformação para a nossa população”, destacou Robson.
Um dos momentos de destaque da abertura foi a presença do presidente da Fundação Nacional de Artes (FUNARTE), Leonardo Lessa, que visitou o Espaço Cultural do TEAF e ressaltou a trajetória do grupo na construção e difusão do teatro em Alta Floresta e na Amazônia Mato-grossense.
Lessa destacou que muitos artistas do teatro de grupo conhecem Alta Floresta justamente por meio do trabalho desenvolvido pelo TEAF. Para ele, essa trajetória representa um dos principais valores de um grupo cultural que mantém sua atuação ao longo do tempo, com compromisso com a continuidade e com a troca de conhecimentos para além dos limites do município.
O presidente da FUNARTE também afirmou estar honrado por ser o primeiro presidente da instituição a visitar o TEAF e destacou a importância das políticas públicas voltadas ao fortalecimento das artes no país.
Segundo Lessa, o Ministério da Cultura instituiu neste ano a Política Nacional das Artes, estabelecendo diretrizes para o fomento, a valorização e o reconhecimento de ações continuadas desenvolvidas por grupos culturais como o TEAF.
Ele também parabenizou os poderes públicos que valorizam, reconhecem e investem em iniciativas culturais, além de destacar a organização do 11º FTAM.
Para o presidente do TEAF, Mequiel Ferreira, a presença do presidente da FUNARTE em Alta Floresta representa um reconhecimento à trajetória construída pelo grupo ao longo dos anos.
“Receber Leonardo Lessa em Alta Floresta reafirma a relevância do trabalho desenvolvido pelo TEAF e fortalece a convicção de que investir na permanência dos grupos culturais é investir no acesso à arte, na formação de públicos e no desenvolvimento dos territórios”, afirmou Mequiel.
Ao longo dos 12 dias de programação, o 11º FTAM contará com 17 apresentações teatrais de grupos de diversas regiões do país, além de tertúlias teatrais, mostra de artes multilinguagem e outras atividades que têm como objetivo aproximar artistas, profissionais da cultura e o público.
Toda a programação é gratuita, reafirmando o compromisso do festival com a democratização do acesso à cultura e com a valorização do teatro produzido na Amazônia Mato-grossense.
Mais do que uma mostra de espetáculos, o FTAM se consolida como um espaço de encontro, intercâmbio, formação e diálogo entre diferentes linguagens e experiências artísticas.
A realização do festival também reforça a importância da permanência de grupos culturais que atuam de forma contínua nos territórios, contribuindo para a formação de novos públicos, para a circulação de artistas e para o fortalecimento da identidade cultural local.
Após a cerimônia oficial de abertura, o público acompanhou a primeira apresentação teatral do festival: “Labirinto Ruído: a quase jornada de um meio herói”, do próprio TEAF, com direção e encenação de Ronaldo Adriano.
A montagem apresenta a trajetória de um homem comum que, motivado por uma questão pessoal perturbadora, inicia uma jornada de enfrentamento consigo mesmo. Ao longo do caminho, encontra personagens, obstáculos, memórias, objetos e desafios, enquanto busca algum tipo de informação que possa provocar uma transformação em sua vida.
Com o início do 11º FTAM, Alta Floresta reafirma sua vocação como território de produção, circulação e valorização da arte e da cultura.
Até o dia 9 de agosto, o teatro ocupa espaços, aproxima pessoas e promove encontros, mostrando que a arte também floresce — e transforma — no coração da Amazônia.



